À CONVERSA COM... EDUARDO DA FLORESTA

                      Sempre ouvi dizer que, num mundo de artistas, quando não os podemos vencer, devemos juntar-nos a eles. E existem trabalhos que, apesar de terem um fundo de ‘concorrência’, merecem ser partilhados. É o caso do Prodius, a marca construída pelo Eduardo. Com gosto pelo desenho desde que se lembra, foi no início do secundário que percebeu realmente que era este o futuro que o motivava e queria seguir, tendo dado o primeiro grande passo ao concluir a sua licenciatura em Design Gráfico E Multimédia nas Caldas Da Rainha.
                      Yeaaah Studio, Andrew Fairclough, Mc Bess e Robert Beatty são, além das vivências pessoais, as suas principais inspirações e, no fundo, sempre funcionaram como professores, dada a aprendizagem a nível de técnica de trabalho que foi adquirindo ao estudá-los ao longo dos tempos e que, ainda hoje, confessa, aplica. Perto de fazer 23 anos, Eduardo, além do Prodius e da banda de música em que se encontra (Gator, The Alligator), trabalha como Designer e Ilustrador na empresa “Oscriativos”, situada em Braga.

“Um aspecto interessante de ser designer é que também muda a maneira de veres o mundo. Começas a notar em certos pormenores gráficos e a teres outra maneira de pensar. Ganhas maturidade e aprendes a resolver melhor os problemas.”

              Prodius, o seu alter ego, surgiu de um acumular de palavras que foi escrevendo. Apesar de não gostar de se categorizar, a marca é caracterizada, essencialmente, pelo estilo vintage e retro, embora “filmes de horror dos anos 50, cores dos anos 60 e grafismos dos 80” nunca foram impedimento de executar trabalhos com estilos mais ecléticos e abordar, por isso, géneros diferentes.


“O método de cada trabalho não é sempre o mesmo e não há regras. Podes fazer e trabalhar como te apetecer. No final de contas, é isso que te dá motivação e a distinção dos outros.”

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                      Os primeiros trabalhos que foi fazendo de freelance, como cartazes ligados a projetos musicais ou até mesmo capas de álbuns, ainda hoje os guarda. Os que lhe deram mais boost a nível de visualização e também de reconhecimento pessoal, afirma, foram, não só uma fonte tipográfica chamada “monotonia”, como também a ilustração de várias contracapas do albúm “Polygondwanaland” da banda australiana King Gizzard, que o impulsionou para o mundo do trabalho digital, permitindo-o fazer colaborações com algumas companhias discográficas um pouco por todo o mundo. Actualmente, é acompanhado por uma em Inglaterra, a Hot Wax Records.
                      Além de trabalhos com formato tecnológico, o Eduardo vende as suas ilustrações pessoais em formato print ou aplicadas em t-shirts e ajuda a desenvolver projectos para sites e blogs, que foi o caso da minha loja online e blog.

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